Recife: naufrágios em viagens de mergulho


Seguindo nossa série de destinos de mergulho nestas férias, vamos à Recife, a capital nacional dos naufrágios, com suas águas quentes - média de 27oC durante o ano todo - e boa visibilidade, que atraem mergulhadores de todo o mundo. Ao todo são mais de vinte naufrágios, que proporcionam mergulhos para todos os gostos. Alguns são naufrágios naturais, aqueles que afundaram por causa do mau tempo, bateram em outras embarcações ou encalharam por alguma falha, e outros artificiais, ou seja, provocados justamente para tornarem-se pontos de mergulho.

O projeto de formação do Parque de Naufrágios Artificiais de Recife começou no início da década de 2000, a partir de uma iniciativa da Associação das Empresas de Mergulho do Estado de Pernambuco, com a participação de Universidades Federais e seus centros de pesquisa, que passaram a fazer um acompanhamento do impacto ambiental e do processo de formação dos recifes artificiais, com informações quanto ao comportamento das espécies que passaram a aparecer e o impacto da atividade do mergulho nestes ecossistemas.

O parque fica a pouco mais de uma hora de navegação a partir do porto de Recife e a melhor época para mergulhar vai de Outubro a Abril, quando os ventos alísios não atingem tão fortemente a costa do nordeste do Brasil. Entre estes naufrágios artificiais mais conhecidos, estão os rebocadores Taurus, o Mercurius e o Saveiros. Os três, afundados em 2006, ficam entre os 18 e 30 metros de profundidade e já abrigam uma variada vida marinha, entre raias, tartarugas e cardumes de peixes recifais que fazem a alegria dos mergulhadores.

Para os que gostam de história e de mergulho técnico, Recife também tem naufrágios como a Corveta Camaquã, uma embarcação utilizada como escolta para proteger a navegação na costa brasileira durante a segunda guerra mundial e que acabou indo a pique em 1944 carregada de material bélico. Está entre os 45 e 55 metros, praticamente inteiro.

No intervalo de superfície, a terra do Frevo e do movimento Mangue Beat, que é a capital estadual mais antiga do Brasil, merece ser conhecida por inteiro. Começado com umavolta pela Praia de Boa Viagem e seguindo para um passeio no fim de tarde e início de noite no Recife Antigo, com seus prédios históricos, a embaixada dos bonecos gigantes, bares e restaurantes para todos os gostos.

Sem dúvida nenhuma, Recife é uma viagem que vale a pena e a Coral de Fogo estará por lá em 2018. Fique ligado em nossa agenda de viagens e nas próximas turmas do curso de Naufrágio.

Caio Salles é é jornalista, instrutor de mergulho da Coral de Fogo - Diving Experience, video maker e idealizador do Projeto Verde Mar. Fotos by DOLPHIN EYE e Caio Salles.

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