Abre os olhos e vamos para Abrolhos


“Abre os olhos”. Este é o aviso encontrado em cartas náuticas para que navegadores para tomassem cuidado com as formações coralíneas ao se aproximar da costa da Bahia. E é bom abrir bem os olhos mesmo em sua próxima viagem de férias, de preferência com sua máscara no rosto, para apreciar o maior banco de corais do Atlântico Sul em mergulhos espetaculares no Arquipélago de Abrolhos.

O que era um aviso para a navegação, acabou se transformando no nome do Primeiro Parque Nacional Marinho do Brasil, criado em 1983, que virou um marco para a conservação marinha no país. O Arquipélago de Abrolhos fica a cerca de 70 quilômetros de distância da cidade de Caravelas, na costa sul da Bahia, e é habitat da maior biodiversidade do Atlântico Sul. Além das numerosas formações de corais e da rica biodiversidade, a região ainda é um dos principais berçários das baleias jubarte, que migram das águas frias do pólo para ter seus filhotes e amamentá-los nas águas quentes e protegidas de Abrolhos, nos meses de julho a novembro.

Com tudo isso, uma viagem para Abrolhos é quase que obrigatória para todo mergulhador. Existem opções para todos os desejos e necessidades, desde um passeio de um dia com dois mergulhos, até os mais usados e já tradicionais Live Aboards, em que os mergulhadores passam alguns dias embarcados, fazendo três a quatro mergulhos por dia e toda a estrutura garantida na embarcação, sem a necessidade de voltar ao continente.

As características do mergulho variam de acordo com o ponto e época do ano. Normalmente, são mergulhos bastante confortáveis, com a profundidade variando dos 3m aos 40 metros e a temperatura da água sempre entre os 20ºC e 28ºC. Nos meses do verão, geralmente a visibilidade é melhor - são comuns dias com 30 metros de visibilidade. No inverno, a visibilidade pode cair para até 10 metros, mas em compensação sua navegação pode ser acompanhada pelo show das jubarte e seus filhotes.

A vida marinha é abundante em qualquer época do ano, com grande variedade de espécies de peixes recifais, formações de corais conhecidas como chapeirões recheadas de seres de diversas espécies e em alguns pontos alguns peixes de passagem. Além da biodiversidade, os famosos naufrágios, como o Rosalinda, o Guadiana e o Santa Catharina, também são grandes atrativos para o mergulho. O Rosalinda, por exemplo, é um navio italiano, afundado em 1955 com uma carga de cimento e cerveja. Está a uma profundidade máxima de 20 metros, com o casco ainda em boas condições, com dois pontos onde pode-se passar por baixo. Já imaginou?

A Coral do Fogo vai passar por lá também este ano. Fique ligado em nossa agenda de viagens que vai sair em breve.

Caio Salles é é jornalista, instrutor de mergulho da Coral de Fogo - Diving Experience, video maker e idealizador do Projeto Verde Mar.

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